Pensando, pensando... refletindo profundamente sobre o que realmente
estava sentindo, concluí que não era uma visão deturpada de algum sentimento
superficial que poderia estar me acometendo. Não era uma coisa
qualquer, definitivamente. E certo disso, fui à fundo tentando buscar forças para entender este
sentimento sem me ferir, e principalmente não ferir os da outra pessoa. Me esforcei
em tentar ser polido, econômico, educado, simpático e sincero, posto que se
tratava de algo de valor tão estimado, mas
como só tenho a visão deste lado, não saberia dizer se consegui obter sucesso neste intento.
O sentimento real de amor por outra pessoa não
pode ser confundido com uma simples vontade do outro, nem com uma necessidade
de se completar ou de realizar seus desejos e sonhos ao lado da outra pessoa.
Quando nos deparamos com ele, ficamos realmente perdidos por um instante, e
começamos a nos perguntar se é permitido senti-lo. Desconfiamos se mais alguém
percebeu o que está se passando dentro da gente, nos questionamos se seremos
aceitos, se ele é palpável, e se a possibilidade da sua materialização existe
em relação ao outro.
Enviamos mensagens, recebemos respostas, mas
algo ainda fica por ser respondido devido à velocidade da comunicação
instantânea de nossos dias, e pela falta de oportunidade de estarmos um com
o outro. E assim, post a post, sigo navegando neste Cyberspace like a Gypsy
Pirate em busca de meu tesouro, que não é feito de ouro e nem um pouco materialista, mas
sim feito de amor correspondido, compartilhado e real.
Nesses dias tenho me perguntado diariamente se
não deveria praticar o desapego para não agonizar num mar de solidão. Deixar esse
sentimento partir e navegar por outros mares, pois são tantas as diferenças, tantas
as distâncias, que mesmo que alcançáveis, necessitariam muito mais do que uma
simples vontade, ou uma abordagem perfeita para que viesse a nos juntar e nos
tornar um, como dois.
E eu aqui tenho todo o tempo pra lhe ouvir, e esse sentimento que precisa de respostas urgentes. Um sim, um não, um talvez... para
descobrir então como lidar com essa esperança de ser realmente a sua metade e seguir
ao seu lado nesta grande jornada. Delírio meu me deixar voar tão alto, visto
que alcançar o céu ao seu lado deve ser para poucos. Porém, não há perfeição dentro
desta realidade, apenas a realização do sonho
de voarmos juntos.
Ad infinitum
Image: http://paulinajones.files.wordpress.com/2012/01/ad-infinitum.jpg?w=700&h=
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